O nosso jogo com a República Checa terminou há pouco tempo.
Pelos telefonemas e mensagens recebidos, pelo barulho que ouço lá fora, reina a alegria e a confiança.
Sinto-me completamente parte da primeira mas não partilho totalmente da segunda.
Vamos com calma.
Antes da meia-final e eventualmente da final, (estamos todos a torcer por isso), convém não perder a noção da realidade e vou voltar a dizer - neste caso escrever - o que já disse mais que uma vez, para não me acusarem de o fazer só no fim da nossa participação no Europeu, chegue ele quando chegar.
Esta selecção é desequilibrada,capaz do melhor e do pior e formada por jogadores de nível muito desigual.
A saber, na minha opinião:
Cristiano Ronaldo é um fenómeno,um dos dois melhores jogadores do mundo e ponto.
Pepe e Nani são excelentes jogadores.
Bruno Alves e Fábio Coentrão muito bons jogadores.
João Moutinho e Raul Meireles são bons.
Rui Patrício e Miguel Veloso apenas sofríveis.
Helder Postiga e João Pereira são medíocres.
Estes têm sido os titulares. No banco temos jogadores que jogaram uns minutos, outros que nem essa sorte tiveram...e que são bem melhores que os sofríveis e os medíocres que mencionei.
Tudo pode acontecer. O fenómeno, os excelentes e os muito bons podem levar-nos à glória, tal como os sofríveis e os medíocres nos podem enterrar vivos.
Eu sei que os grandes "misters" vêm sempre com aquela estafada máxima de que quando se perde perde a equipa toda e quando se ganha idem aspas.
Mas eu espero que sejam os primeiros a aparecer em forma nos jogos que faltam e, como todos no fundo sonhamos, nos dêem o título europeu.
Que a selecção é desequilibrada é, e quem a comanda parece, por teimosia ou superstição, acreditar que a mesma táctica e os mesmos jogadores são adequados para ganhar a qualquer adversário.
Não creio.
Mas espero ser eu a estar enganado.
Meus Caros, como não tenho tempo nem vontade para conversas em rede, aqui fica, para todos os interessados que me contactaram, a resposta:
Das mais de 400 canções que ouvimos, a canção dos "HOMENS DA LUTA" era seguramente não só uma das melhores 24 que tivemos de seleccionar como uma das 3 ou 4 melhores a concurso. A qualidade da esmagadora maioria das canções era medíocre ou má, portanto nada a fazer, tivemos na final o que merecemos e ganhou a que o público escolheu. O resto são conversas de mau perdedor. Poderiamos discutir a fraca afinação vocal do grupo na final (um ponto seguramente a rever), poderiamos discutir a maneira como se apresentaram em palco (tudo a ver com as gerações que criticam,nada a ver com a que representam), mas nunca fiz censura estética, não seria agora que a iria fazer. Parabéns ao Jel, parabéns aos seus "homens", ele sabe que sou sincero. Se a canção é adequada para a eurovisão? Não interessa discutir essa questão, ganhou, lá irá, ponto final. A geração à rasca ou deolinda ou dos 500, como lhe queiram chamar, deu por si sem futuro, como há dias escreveu o VPV, e é compreensível que se revolte contra tudo e todos porque está e irá continuar a pagar o preço dos erros resultantes da forma como outras gerações governaram o país. Não só a compreendo como a defendo. Mas esta é outra questão e não vim aqui para escrever sobre ela.
Querem um festival melhor? Concorram a ele todos vocês que o atacam mas nada fazem para o melhorar, no fundo o que fizeram os "Homens da Luta" e lhes deu a victória. E por hoje ficamos por aqui, porque, como dizia Paul Valéry, "nem sempre sou da minha opinião".
Conhecimento é saber que um tomate é um fruto.
Sabedoria é não o pôr numa salada de frutas.
Tudo o que tem preço é barato.
Ter ciúmes é como dar um tiro na cabeça e esperar que seja o outro a morrer.
A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.